MaFê: A vaidade e o orgulho são uma desgraceira,por isso é bom ser sem vergonhaquem tem orgulho/vaidade tem vergonhaquer ser sempre 'lindinho'.Quem se livra dos irmãos siameses orgulho-vaidade fica sem-vergonha.Sandro:
É... que beleza ser um sem-vergonha!
Melhor ainda é ser um desclassificado sem-vergonha!
MaFê: Sim, um inqualificável desclassificado sem-vergonha!Sandro:
Desclassificado é legal... as pessoas não podem te botar na caixinha delas...
Mas porque inqualificável?
MaFê: Porque tem plasticidadeSandro:
Bom.. a "classe" do sujeito é algo ilusório, uma convenção...
A sociedade classifica isso e aquilo como sendo "assim ou assado" (de acordo com seus interesses...)
Mas qualificar vem de qualidade... qualidade é algo inerente. Próprio da pessoa, certo?
MaFê: É atributo.No dicionário, qualidade também é 'categoria, espécie, tipo'também é sinônimo de classificarnossa, como estamos perdidos!Para todo lado tropicamos no sistema.Sandro:
Sim... atributo é algo visto.
(Uma mulher peituda tem "atributos", mas para o médico, apenas um par de glândulas mamárias.)
Por isso o melhor é ser vagabundo:
Vou onde quero!
Não me esforço para ter "atributos".
Não faço nada, por isso tudo faço,
tudo é feito através de mim.
MaFê: É...menina máas meninas más vão aonde querem ir.Viva Mae West!Sandro:
Tudo rótulo
"menina boa" = rótulo
"menina má" = rótulo
Roda, roda, não sai do lugar!
Ainda controlada pelo julgamento alheio.
Na verdade, "vagabundo" também tem algo de rótulo... Aliás, a maioria das palavras do dicionário vêm com rótulo. Já é inerente à nossa linguagem!
O que é o "vagabundo", desrotulado..?
"Nômade", "flexível", "não executor"?
MaFê: É, ranca o rótuloe experimenta.Experimenta sem julgo, sem expectativa, sem rótuloexperimenta aquilo que pode bancare seja o que for que aconteça, fique do lado de si mesmo (o lado B, de Bem Maior, AMORRR, rs!)
"Empenhe-se pelo sem-esforço." (Tao Te King, 63)
Obs: Fui pesquisar a palavra "nômade" no dicionário, pra ver se não tinha rótulo embutido.
Definição do Michaelis:
nômade
nô.ma.de
adj m+f (lat nomade) Diz-se das tribos e raças humanas que não têm sede fixa e vagueiam errantes e
sem cultura. sm O que não tem residência fixa; vagabundo. sm pl Povos pastores sem residência fixa. Var: nômada.
Ué!? Só porque um povo é nômade, é um povo sem cultura? Os ciganos, por exemplo, são "sem cultura"? Ou então não podem ser chamados de nômades? Ou então...
Acho que precisamos jogar o dicionário "normal" no lixo e criar um novo vocabulário.
Marcadores: amor, assertividade, liberdade

Sandro: Não existem barreiras tão duras entre os ramos de saber, né?
MaFê: Não existem...Tem só de tomar um pouco de cuidado, pra não generalizar tudo, enfiar tudo no mesmo saco.Mas às vezes, parece que um "colou" do outro, rs!
Sandro: São pontos de contato... assim como a filosofia tem pontos de contato com a matemática.
MaFê: O pensar é livre.Mesmo que o pensador seja sectário.Sandro: As escolas gregas ensinavam matemática, física, música, e filosofia tudo junto, sem divisões.
MaFê: Sim.A grande mazela do Ocidente foi separar as ciências exatas da filosofia.Um tanto de gente ficou mais burro, rs!Sandro: Então.. o pensamento comum divide o saber em caixinhas e por outro lado quer achar que todas as pessoas devem ser iguaizinhas.
MaFê: É pra ficar fácil de guardar na caixinha.A caixinha certa, pra pessoinha certa, que está sempre do mesmo jeito, não se move, morreu!Marcadores: consciência, distinção, escola, humano, liberdade, transdisciplinaridade
MaFê: Começo de ano é boa hora pra dar conta da grande faxina.Você não faz idéia do tanto de coisa que já pode deixar a casa da gente.Às vezes, no processo de faxina, podem acontecer muitos sonhos, pesadelos e algumas noites sem dormir.Sandro: Nossa! É bom se livrar dos cacarecos mesmo, se dá pesadelo, a energia não deve ser muito boa!
MaFê: Muitas vezes, achamos muita coisa 'parada' em casa. Sandro: Devemos tentar descobrir "o que é" que está parado emocionalmente, em relação à "coisa" a ser despachada.
MaFê: Mais interessante é se durante o processo de 'selecionar' as coisas, nós já formos pensando nisso.Sandro:hum! E tem que se "desvencilhar" da coisa antes de mandar também. Desapegar, "perdoar" a coisa!
MaFê: Sim, tem o perdão. As coisas [das quais estamos falando] são físicas mesmo. Sandro: Sim. Eu sei. Mesmo físicas, não são apenas físicas, né?
MaFê: E o perdão é o que temos de nos dar, por comprar tanta coisa inútil, por guardar o que não tem utilidade pra nós (claro, tem os processos mais sutis que nos levam a fazer isso).Sandro: E tem que dizer pra coisa que ela não precisa mais voltar! Senão, é que nem maldição da múmia, o treco "volta" pra sua casa!
MaFê: Sim.Sandro: Já vi isso acontecer.. com mais de uma pessoa! Tipo... dar a tranqueira de amigo secreto, ela ficar rodando... e dali a alguns anos, ganhar "aquilo" de amigo secreto de novo!
MaFê: Sei lá, eu penso que se o processo de se desvencilhar é feito com fé e volição, não precisa entender no sentido racional as causas mais sutis que nos levam a repetir, nem precisa 'se despedir' da 'coisa', porque ela já foi corretamente encaminhada a um destino onde possa evoluir.Sandro: É... talvez ela volte, porque mentalmente não se desvencilhou dela direito.
MaFê: A pessoa deu a coisa mas não largou dela...Sandro: Ou talvez ela precise de outra "desvencilhada"... que nem aquele leão que precisa de dois tiros pra abater! hehe
MaFê: É, num sei... eu gosto de fazer tudo de prima. Sandro: Sim... De preferência de primeira.
MaFê: Sabe, Muitas vezes as pessoas ficam cansadas e não sabem por quê. É de tanta tranqueira atravancando a casa, a vida. Cansa, porque literalmente atrapalha o fazer.Sandro: É verdade!
MaFê: Então, é bom dar uma limpa. Tem coisa que vai na hora certa, porque antes ia ser dado com 'dor no coração' (=apego). Na hora certa, é dado com alegria, pra não dizer alívio. Sandro: E essa época é propícia! Começo do ano tem energia mais leve... de renovação. A gente pode pegar “carona” nessa energia e começar, já!
Marcadores: liberdade
Me deu vontade de continuar falando sobre o assunto.
Sobre pessoas que representam ameaça para as outras ao redor.
Como por exemplo, sobre perigosos indivíduos
oferecedores de chocolate para mulheres alheias . De pessoas sem o menor pudor de
olhar nos olhos . Ou tomando de assalto e desarmando o próximo ao
oferecer a mão estendida desavergonhadamente em sua direção.
Quem esses elementos pensam que são, tão diferentes desse jeito? Quem os autorizou a saírem por aí, fazendo o (bem) que bem entendem, que lhes dá na veneta, seguindo o coração assim?
Que tipo de gente, no meio do baixo astral geral, chega leve e cantarolando, coração feliz, causando mal estar nos que estão deprimidos, ofendendo a tristeza de todo mundo?
E na agitação corporativa, quando todos estão esbaforidos e afazamados para cumprir os prazos apertados e metas inatingíveis, essas Pessoas continuam lá, falando calmamente, andando eretas, alongadas, ombros e peito alinhados, músculos relaxados, respiração correta? Estão loucas? Não vêem que todo mundo tá apertado, tem trabalhos para entregar? O que elas querem? Parece que não fazem parte mesmo, não estão com "a galera", que está se matando. Pra valer... Onde está a justiça nesse mundo?
E elas estão soltas por aí. Representando ameaça às pessoas. Vivendo livres assim, sem o menor constrangimento.
Por Sandro Friedland
Marcadores: ameaçadoras, convivência, liberdade, pessoas