MaFê: Que acha da licença Creative Commons?
Sandro:
Olha, eu prefiro que o que eu escrevo aqui no Cafezinho não seja Creative Commons.
MaFê:
Beleza.Sandro:
Não porque eu seja egoísta.
Mas porque não escrevo textos prontos no blog.
Acho mesmo que escrevemos reflexões registradas... é diferente! Hoje eu penso assim, amanhã talvez pensarei assado.
E reflexão é algo muito particular.
Eu posso mostra-la a alguém, mas outra pessoa não pode interferir nela. Ou não deveria.
Se interferir, perde o sentido. Até uma invasão.
Ou então acabar usando para outra coisa, distante do sentido original, desvirtuando tudo.
(Que nem quando queriam usar a música "Ring of Fire" do Johnny Cash para vender remédio para hemorróida...)
MaFê:
Então...
Só que bom senso não dá na árvore.
E alguém joselito pode querer interferir na reflexão.Sandro:
SE um dia eu quiser usar a Creative Comons, vai ser em algo com o qual
já pensei antes,
já nasceu com o espírito de obra aberta.
MaFê:
Eu entendo a questão da não-prontidão
e eu adoro isso no blog
como podemos ver na linha do tempo nossos movimentos.Mas Sandro, o que cai na rede é obra aberta?Sandro:
O que eu escrevo no Cafezinho é algo que quero
expor, mas não
compartilhar autoria.
MaFê:
Entendo,
só que caiu na rede, já era...Sandro:
O que cai na rede é fácil de piratear, mas não necessariamente obra aberta!
MaFê:
Nego pode bem linkar e alterar.Sandro:
É porque a questão do respeito ainda não está muito resolvida entre nós, humanos hehe.
O cara até pode copiar e alterar, pois não há "travas"... ninguém vai dar choque, o windows dele não para de funcionar, rs.
Mas ainda assim, eu
expresso a minha vontade de que ele não faça isso.
E
declaro que não tenho nada a ver, nem me responsabilizo pelo conteúdo das obras derivadas, nem apóio.
Mas se linkarem, acho que tudo bem, desde que o link seja para as pessoas virem ler aqui.
MaFê:
Então tá.Sandro:
Assim, eu estou sendo assertivo e me protejo... moralmente, legalmente...
MaFê:
Foi apenas uma possibilidade.Sandro:
Se quiser, pode deixar Creative Commons a sua parte hehe
A minha é Copyright.
MaFê:
rsSandro:
Já pensou? O cara só pode pegar as linhas “MaFê” dos diálogos... hehe
MaFê:
Ia ficar muito engraçado!Sandro:
Não que eu não goste da CC.
Eu acho muito legal. Mas nem tudo é pra ser CC...
MaFê:
Eu gosto mais da CC do que da C.
Sandro:
Eu acho que cada uma tem seu momento.
Mas o Cafezinho é copyright.
Mesmo porque os nossos posts, fora do Cafezinho, perdem o sentido... se esvaziam.
Que nem dizer: "gostei desta garota, achei ela bonita, vou levar o braço e a vesícula dela pra casa"
MaFê:
E a unha do dedinho esquerdo do pé. Rs!
Sandro:
O que escrevemos tem uma determinada energia... é pro cara concordar, discordar, amar, ter raiva, ficar indiferente, nem ler, etc.
Não importa.
Mas não é pra ficar levando de cá pra lá, nem misturar essa energia com outras coisas por aí.
Não quero que fabriquem frankensteins.
MaFê:
Sim.Sandro:
E se um dia eu achar que alguma coisa que já escrevi não serve mais, ou é/se tornou prejudicial, tiro do blog. Não me responsabilizo pela circulação das "cópias não autorizadas".
Pois a cabeça da gente muda, né?
Me reservo o direito de mudar de opinião!
Me reservo o direito de jogar fora alguma coisa que já tenha escrito!
MaFê:
Sim. Eu também.Sandro:
Não me envergonho de nada que já tenha feito, mas me reservo o direito de não mais deixa-las a disposição, se passar a achar que elas não tem mais serventia/deixam de expressar o bem.
MaFê:
Sim, entendo.
É bem parecido com como me coloco em relação aos posts.
(aliás, a tudo o que faço, me parece... rs)Sandro:
hehe.
Marcadores: assertividade, observação, respeito
a
MaFê: Fico pensando sobre como evitar a inveja dos outros...Sandro: Não precisa evitar... inveja não “pega”. Não é gripe, certo? Esse negócio de “pegar mau olhado” só atinge quem não está seguro de si.
MaFê: Foi isso que eu quis dizer. Se eu era alvo de inveja é porque eu não sabia ficar em mim.Sandro: Inveja: “pobrema” de quem tem!
MaFê: Quando criança, vamos aprendendo a manter nossas 'fronteiras'. Agora que eu sou 'grande', eu sei. Sandro: Pena que os pais não ensinam isso, né? Deveriam ensinar: “Filho, o que é seu, é seu, e o que é do outro, é do outro”! Acho que esse assunto é confuso para os pais também.
MaFê: Sim... antes, éramos 'pequenos' e ninguém nos explicava isso, e ainda me misturava sem querer com os outros... E ficava confusa, sem saber o que era sensação/emoção minha e o que eu tinha 'pegado'. Agora, eu sei. Sei separar, sei ficar em mim.Sandro: Inveja e mau-olhado só pega quem não está seguro de que merece o que tem.
MaFê: Quem não é humilde também é 'alvo' de inveja.
Sandro: Sim! Mas o "não humilde" também é um inseguro!
MaFê: É. Antigamente confundíamos humildade com falsa modéstia. Os pais ensinavam a não se 'gambar'. E eu acreditei nisso por um bom tempo! E desacreditei depois.Sandro: Olha, falando sobre energias que “colam” na gente... outro dia percebi algo sobre ficar lendo piadas incorretas e depreciativas sobre a situação do brasil, falando mal do governo, etc.: sem querer, a gente vai entrando naquela "revoltinha" inútil. A gente vai rindo, se revontando, e aquilo "cola" na gente. Depois, quando sai na rua, começa a perceber que sente as "revoltas" dos outros!
MaFê: É! A gente fica revoltoso-revoltável.
Sandro: As “réivas” dos outros reverberam nas "revoltinhas" que deixamos criar em nós, ao lermos as tais mazelas cotidianas...
MaFê: E suas revoltinhas revoltavam mais um pouquinho. Ou um poucão.Sandro: Não precisa ser “médium” pra sentir isso... As pessoas se influenciam mutuamente segundo suas energias... A diferença é que as pessoas em geral não percebem que vão “pegando” as tranqueiras na rua e depois acham que é tudo delas! haha!
Lógico que depois, quando você percebe o que está acontecendo, tem a escolha de jogar tudo fora... pois são energias “postiças”. Uma limpezinha mental e tudo sai.
MaFê: Isso. Postiço. Jogar fora o que é postiço. De prástico. Sandro: Mas nem a limpeza mental o povo quer ter o trabalho... prefere defumação, mézinha, toma uns banhos de "descarrego", que é mais fácil! Agora, se for caso de precisar mudar a forma de pensar, não tem banhinho de alecrim-com-pétala-de-rosa que dê jeito!
MaFê: haha! Verdade.
Sandro: Porque se a pessoa toma a revolta como padrão comum de pensamento.... a revolta “fica” com ela... ela chega perto das outras pessoas revoltadas também, e os campos de energia mútuos só aumentam... Ela só consegue sair desse círculo vicioso com muito esforço. Mudando os padrões de pensamento!
MaFê: Isso!Sandro: ...É que nem inveja... ou o mau olhado pega você pela "culpa" que você carrega de "ter mais coisas boas que os outros"... Ou pega nas "invejinhas" suas mesmo, que você criou um dia, e estão coladas lá dentro...
(Ou, se você for um invejoso compulsivo, as energias se acoplam por afinidade. Aí entra aquele esforço para mudar os padrões de pensamento...)
MaFê: Isso! A mesma coisa para cada uruca "pegável" por aí!Marcadores: discernimento, energia, observação, pensamentos
Tem medo que eu não respeito.
( Em mim, claro!
Que a verdade do outro sempre merece respeito.)
Medo fruto da ignorância.
Medo fruto da percepção equivocada, geralmente fruto de uma observação única . São desfeitos pela observação desformatada e constante
das ‘leis vigentes’ no mundo (normótico),
e também pelo testemunho de quem vale a pena.
ú.n.ico
( lat unicu ) adj
1. Que é um só; exclusivo. 2. Excepcional, principal, essencial. 2. Ridículo, excêntrico. 3. O melhor; a que nada se comprara. 5. Sem precedentes.)
MaFê
Marcadores: medo, normótico, observação, respeito, verdade